segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Renault Sandero Stepway Concept será exibido no Salão do Automóvel














Dois anos após apresentar o Sandero Sand’up no Salão do Automóvel de São Paulo, a Renault prepara para a edição de 2010 do evento mais um conceito baseado em seu hatch compacto, como você pode conferir nessas imagens exclusivas obtidas pelo WebMotors. Chamado de Stepway Concept, o protótipo recebeu pintura e acessórios especiais. Contudo, não há nenhuma intenção por parte da fabricante em produzir o conceito.

Na dianteira o Stepway Concept ganhou novos faróis e para-choques. A lateral recebeu saias, rodas exclusivas e adesivos na porta traseira e coluna “C”. Na traseira, lanternas e para-choques diferenciados completam o visual, com destaque para o adesivo no porta-malas que nomeia o conceito – a tipografia é similar à adotada no logo do filme Star Wars. Não há imagens do interior do modelo, que aparenta ser idêntico ao do Sandero de produção.

Dois anos de atraso
Ao lado do Stepway Concept a Renault irá exibir o Mégane ZX1 Coupe Concept. Apresentado no Salão de Genebra de 2008, o conceito antecipou as linhas da atual geração do Mégane. A nova família de médios da marca, contudo, não virá para o Brasil. Fabricado na Argentina, o Mégane atual será substituído pelo Fluence, cuja aparição no Salão do Automóvel está confirmada.

Fiat Stilo terá produção encerrada no final de outubro














Oito anos após ser lançado no Brasil, o Fiat Stilo faz sua despedida do País. Segundo o jornalista Marlos Ney Vidal, do site Autos Segredos, o hatch médio será descontinuado no final deste mês. Até lá, mais de 100 mil unidades terão sido vendidas. Último modelo da Fiat com o motor Powertrain da GM, o Stilo será substituído pelo Bravo, cuja produção, segundo Vidal, já foi iniciada.

Com a tarefa de substituir o Brava, versão hatch do Marea, o Stilo ganhou destaque na imprensa e nas ruas por seu teto solar panorâmico. Mesmo com preço elevado, o Sky Window tornou-se o sonho de consumo de diversos jovens, enquanto os mais abonados focavam seus desejos na versão esportiva Abarth.

Doze anos
Não será a primeira vez que o Fiat Bravo será exibido no Salão do Automóvel. Em sua primeira visita, em 1998, o hatch de três portas derivado do Marea foi exposto ao lado do Brava para teste de receptividade. Menos popular do que seu “irmão” maior, o Bravo foi deixado de lado no Brasil. Relançado em 2007, o novo Bravo retorna ao País em definitivo para substituir o Stilo.

Segundo Vidal, o Bravo será vendido com o motor 1,8 16V E.TorQ com câmbio manual e automatizado e 1,4 16V Fire turbo – este último equipará a versão topo de linha do Bravo até a chegada do 1,6 E.TorQ Multiair Turbo, em 2014.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Chevrolet lança Picape Agile















A General Motors abdicou da aventura. Quando todos esperavam que o segundo modelo na plataforma do Agile fosse um jipinho para brigar com o Ford EcoSport, a montadora norte-americana optou por usar o chassi do seu mais novo compacto para fazer a segunda geração da Chevrolet Montana. Uma forma de garantir uma melhor presença de seu modelo no segmento de pick-ups compactas, que ficou repleto de novidades recentes. Nos últimos dois anos, a Fiat Strada foi remodelada, a Volkswagen lançou a nova Saveiro e a Peugeot estreou no nicho com a Hoggar.

A manutenção das vendas e a lógica industrial, pelo visto, são prioridades. A GM calcula vender 3.500 unidades mensais da nova Montana num primeiro momento, número bem próximo das 3.100 unidades mensais da antiga geração da pick-up. Com o tempo, a ideia é ganhar fôlego com um produto novo para voltar a brigar com a Saveiro – 5 mil mensais – pela vice-liderança de um mercado ainda dominado pela Strada, que assinala médias superiores a 8 mil unidades/mês.

Para tal, a marca ianque optou por focar a versatilidade da nova Montana e, principalmente, evidenciar versões iniciais cujo custo/benefício possa ser capaz de atrair quem usa esse tipo de veículo para o trabalho. Tanto que a configuração de entrada do modelo, a LS, começa em R$ 31.990 e oferece apenas o mínimo: banco do motorista com ajuste de altura, ar quente, protetor de caçamba e protetor do cárter. Completa, com ar digital, direção hidráulica, computador de bordo, alarme, airbag duplo, freios com ABS, e vidros e travas elétricos, a LS fica em R$ 39.933.

No outro extremo, está justamente a derivação mais recheada e que tenta oferecer um pacote visual mais arrojado para o consumidor mais emocional. A Montana Sport conta com um kit de estilo que inclui barra no teto, faróis e lanternas com máscara negra, rodas de liga leve aro 15, faróis de neblina, adesivos na coluna e maçanetas, frisos laterais e para-choques na cor da carroceria. Também recebe a mais que a LS mais completa sensor de luminosidade, rádio/CD/MP3 com Bluetooth, entrada USB e para iPod e controle de cruzeiro. Tudo por R$ 44.040.

Desta forma, a nova Montana se situa bem entre as rivais. A Strada começa em R$ 33.240 na Working 1.4 e chega a R$ 48.140 na top Adventure 1.8 16V Locker, enquanto a Saveiro vai de R$ 32.180 - 1.6 - a R$ 42.380 na configuração Cross CE e a Hoggar parte dos R$ 31.400 na X-Line 1.4 e alcança os R$ 43.500 na Escapade 1.6 16V. É verdade que as top das rivais oferecem duas opções de propulsores no caso da Fiat e da Peugeot - e o modelo da marca italiana ainda possui derivações cabine estendida e cabine dupla -, enquanto a Montana mantém como única opção a unidade 1.4 Econo.Flex de 97/102 cv e cabine simples. Em contrapartida, é o modelo mais novo, a partir de agora, dentro do segmento.

O modelo, inclusive, é mais robusto que a geração anterior. É uma vantagem de se fazer uma pick-up derivada de um hatch “high roof” – de teto alto –, como é o caso do Agile. A nova Montana é 9 cm mais comprida, 1 cm mais larga e bem mais alta que a antecessora, 16 cm, totalizando 4,51 m, 1,70 m e 1,58 m respectivamente. O visual frontal se assemelha ao do Agile, com faróis angulosos, grade bicuda e em forma de bocão e capô comprido. Mas o modelo adota um para-choques com elementos diferenciados com mistura de detalhes arredondados e musculosos. Na lateral, o que chama a atenção é um volume na carroceria na parte da caçamba que confere um aspecto robusto à pick-up. Na traseira, a tampa em seções bojudinhas e com a altura rebaixada em relação à linha de cintura da caçamba causa estranheza. Mas conta a favor para a pick-up da GM no quesito novidade.

Ponto a ponto

Desempenho – O motor 1.4 de 102 cv – com etanol – dá conta do recado de mover a nova geração da Montana. As arrancadas são um pouco morosas, já que o motor não responde prontamente ao pedal do acelerador e a relação entre a primeira e a segunda marcha é longa. Depois, contudo, a pick-up vai bem e chega sem problemas aos 100 km/h – o modelo testado estava com a caçamba vazia. Segundo a GM, a Montana faz o zero a 100 km/h em 12,1 segundos e alcança a máxima de 170 km/h. Nota 7.

Estabilidade – Em um trecho predominantemente de retas e em baixas velocidades, o modelo se mostrou equilibrado. Nas curvas, torce a carroceria dentro do esperado para uma pick-up. Mas, nas freadas, a suspensão com curso mais longo na traseira se fez sentir e a Montana mergulha bastante. Nota 6.

Interatividade – A nova Montana utiliza basicamente o mesmo interior do Agile. A versão Sport oferece ajustes de altura e do volante e do banco do motorista e a posição de dirigir é elevada, graças ao conceito do Agile de ser um hatch altinho, já que tem 1,58 m de altura. O câmbio tem engates curtos e macios, mas que poderiam ser mais precisos. Os principais comandos estão ao alcance do motorista e a visibilidade é boa, inclusive a traseira, graças à tampa da caçamba rebaixada. Nota 8.

Consumo – A GM promete um consumo combinado com etanol de 9,7 km/l enquanto o computador de bordo do modelo testado acusou 7,7 km/l em percurso majoritariamente de rodoviário e plano. Nota 7.

Tecnologia – A Montana é o segundo produto da plataforma do Agile, que usa elementos da arquitetura do Classic e do Corsa atual. O motor é o conhecido 1.4 Econo.Flex e itens de segurança só estão disponíveis de série na configuração top Sport. Nota 6.

Conforto – Como é normal num compacto, o espaço para pernas e ombros é limitado dentro da Montana. O teto alto propicia um bom vão para cabeças e uma sensação de relativa amplitude. O isolamento acústico é falho, com barulhos do motor e de rodagens invadindo o habitáculo. A suspensão dianteira filtra de forma satisfatória os buracos. Nota 6.

Habitabilidade – O interior oferece uma quantidade razoável de porta-objetos, com destaque para os porta-mapas das portas. As portas amplas e a altura elevada da Montana facilitam o acesso à cabine. A caçamba comporta bons 1.100 litros e fica apenas atrás da Hoggar, que leva 1.158 litros. A capacidade de carga é de 758 kg, maior que as demais rivais. O espaço atrás dos bancos não é nenhuma maravilha, mas acomoda volumes médios e mochilas. Nota 8.

Acabamento – Os revestimentos seguem a receita do Agile, com bastante plásticos e certa simplicidade interior. Os fechamentos e encaixes são eficientes na maior parte do tempo, a forração do teto agrada ao tato e aos olhos, mas há sinais de rebarbas em detalhes do revestimento das portas e do painel. Nota 7.

Design – O modelo adota a frente do Agile – há quem goste e há quem não goste. Mas o novo para-choques, com elementos arredondados e saliências, dá um ar mais arrojado à Montana. De perfil, contudo, causa estranheza a tampa da caçamba rebaixada. A traseira traz um visual mais conservador, com tampa em duas seções e lanternas verticais. Nota 7.

Custo/benefício – A segunda geração da pick-up começa em R$ 31.990 na versão LS, mais básica e pelada, e chega a R$ 44.040 na Sport bem completa. Ou seja, tenta fisgar tanto quem quer o modelo para o trabalho como para quem quer passar a imagem de aventureiro. E fica próximo das rivais Strada, Saveiro e Hoggar. Nota 8.

Total – A nova Montana somou 70 pontos em 100 possíveis

Primeiras impressões

Agile de dieta

É fácil se habituar à dirigibilidade da segunda geração da Montana. Afinal, o interior traz a mesma ergonomia bem pensada, posição de dirigir elevada e habitabilidade eficiente do Agile. O desempenho também é conhecido, graças ao motor 1.4 de 102 cv. Que se mostra mais eficiente para mover a pick-up, com 1.152 kg na versão Sport e mais leve que o hatch.

As arrancadas são eficientes, apesar de uma certa demora nas respostas do motor nas primeiras marchas. As relações acima são mais curtas o que facilita a tarefa de levar a Montana a velocidades acima de 90 km/h. De acordo com a GM, o modelo sai da inércia e chega aos 100 km/h em 12,1 segundos e atinge a velocidade final de 170 km/h.

Nos 35 km de test drive no litoral Sul de Pernambuco não foi possível testar com muita profundidade a estabilidade da nova Montana. Nas poucas e suaves curvas, a carroceria torceu dentro do esperado, mas nas freadas mais repentinas a frente mergulhou bastante. Até os 100 km/h, o máximo atingido nas estradas pernambucanas, a comunicação entre rodas e volante se mostrou precisa.